O resgate de fauna silvestre é atividade obrigatória e prevista pela legislação ambiental na implantação de empreendimentos como construção de estradas, hidrelétricas, ferrovias e linhas de transmissão de energia, considerando que a área ocupada por esses empreendimentos sofre considerável impacto ambiental.

 

Porém, quando se fala em fauna silvestre é importante expandirmos a discussão que há muito tempo envolve esse tema relacionado à fauna. Quais são os tipos de resgates? Quem deve realizá-los?

Na implantação de empreendimentos, durante a construção de estradas, hidrelétricas, ferrovias e linhas de transmissão de energia, o resgate de fauna silvestre é atividade obrigatória e prevista na legislação ambiental, pois, embora importantes para o desenvolvimento das cidades e para o dia a dia da população, tais iniciativas causam relativo impacto ambiental nas áreas ocupadas. Dessa forma, o resgate de fauna é indispensável na preservação das espécies locais e a sua perpetuação genética, mitigando, assim, a extinção local.

 

“Durante o procedimento básico do programa de resgate de fauna silvestre é efetuado o afugentamento e resgate dos animais nas áreas de risco, captura preventiva e tratamento daqueles eventualmente machucados, soltura dos animais em áreas pré-determinadas e, quando necessário, a destinação de animais para centros especializados de tratamento, denominados CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres)”, descreve Maria de Fátima Tonon, bióloga e sócia-diretora da Consultoria Ambiental, Pró Ambiente Campinas.

Resgate da Fauna

O Resgate de Fauna consiste no conjunto de atividades que promovem a condução ativa de animais passíveis de impactos diretos devido à supressão de mata nativa ou enchimento de reservatórios, no caso de instalação de barragens. Os especialistas da Pró-Ambiente Campinas explicam que para as ações de captura se faz fundamental que o profissional responsável tenha pleno conhecimento da biologia e ecologia das espécies envolvidas, a fim de evitar lesões ao animal e ao profissional, reduzindo a incidência de acidentes.

 

“Outra forma de resgate é a retirada de animais silvestres que eventualmente entram em áreas comerciais e industriais. Mamíferos, aves e répteis são os animais mais comumente encontrados nessas situações”, pontua a bióloga Fátima Tonon.

 

A profissional fortalece que no caso acima relatado, os animais também deverão ser retirados com auxílio de profissionais especializados e, caso estejam machucados, tratados e encaminhados para áreas de soltura ou para CETAS. Momento no qual também deve-se realizar, propondo medida de controle, o trabalho de manejo ambiental da área, com o intuito de verificar possíveis locais de entrada e permanência de animais.

A Pró-Ambiente Campinas fortalece que, de acordo com a legislação vigente, a equipe de resgate de fauna deve ser composta por biólogos, veterinários e auxiliares, todos com experiência em captura de animais silvestres, e devidamente autorizados pelo órgão ambiental para translocar esses animais.

A Consultoria Ambiental especializada conta com uma equipe de biólogos e veterinários qualificados e com experiência nesse ramo, realizando diversos tipos de resgate de fauna, tanto em empreendimentos de grande porte durante a sua implantação, como naqueles já implantados, nos quais haja entrada de animais silvestres.