A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um mínimo de 12 m² de área verde por habitante. O cálculo tem como base a divisão da metragem das áreas verdes pelo número de habitantes. A falta de planejamento urbano de décadas passadas se reflete no atual cenário de diferenças entre o espaço urbano modificado e as áreas naturais.

 

As áreas verdes são consideradas um indicador na avaliação da qualidade ambiental urbana e também obrigatórias por lei. Quando não existem ou não são efetivadas no ambiente urbano interferem na qualidade do mesmo, sendo que, a falta desses espaços adequados para o lazer também prejudica a qualidade de vida da população.

 

A reorganização e a criação de espaços verdes em uma cidade podem ser uma ferramenta valiosa para nivelar a situação de distribuição dessas áreas de forma mais equitativa, preservando também o seu papel ecológico. Dentro de um município, a vegetação existente está presente tanto na área rural como na urbana.

 

Esses espaços verdes constituem as chamadas “áreas verdes”, locais físicos com prevalência de vegetação arbórea de grande importância no aumento da qualidade de vida da população. Fazem parte destas áreas os jardins públicos, as praças, os parques, complexos recreativos e esportivos, fragmentos florestais, entre outros.

 

São ambientes com a importante função de reduzir efeitos da poluição e dos ruídos, agem diretamente na redução da temperatura e na velocidade dos ventos, além de influenciarem no balanço hídrico, e, ainda serem passíveis de abrigo para a fauna silvestre residente, como pássaros, mamíferos, insetos e outros animais.

 

Porém, as áreas verdes não estão distribuídas igualitariamente por toda a cidade, deixando os locais menos privilegiados sujeitos a um menor percentual dessas áreas. Há necessidade de equilibrar melhor essa conta.

 

As funções destas áreas estão relacionadas, basicamente, em dois tipos, não excludentes:

  • Função Social: áreas verdes com possibilidade de lazer para a população.
  • Função Ecológica: áreas verdes que prioritariamente trazem provimento de melhorias no clima da cidade e na qualidade do ar, água e solo, resultando no bem-estar dos habitantes, devido à presença da vegetação, do solo não impermeabilizado e de uma fauna mais diversificada nessas áreas.

 

Para que isso seja possível, os projetos que visam fortalecer as áreas verdes precisam ser justos e ter o apoio das comunidades. Engajar a comunidade de forma proativa e significativa é essencial para assegurar o apoio e a adesão local a projetos de restauração e conservação. 

 

Esse é, justamente, o objetivo do Plano de Manejo da Mata Atlântica e Cerrado (PMMAC) que a Pró-Ambiente vem desenvolvendo junto à Prefeitura de Jundiaí-SP. Mapear os fragmentos florestais da cidade, reorganizá-los em áreas verdes sociais e áreas verdes ecológicas, estabelecer prognósticos e programas de recuperação, são algumas das ações que integram esse plano de manejo.

 

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Por Tairi T. Gomes – Biólogo, economista com especialização em Gestão da Sustentabilidade e CEO da Pró-Ambiente Campinas.