Especialmente para a fauna silvestre, os corredores representam chances de sobrevivência a longo prazo, pois facilitam o trânsito e a migração dos animais entre os remanescentes, possibilitando o reconhecimento e a exploração de novos habitats.

 Os corredores de fauna ou também chamados ecológicos representam uma das estratégias mais promissoras para o planejamento regional eficaz de conservação e preservação de flora e fauna. No interior do Estado de São Paulo, houve intenso processo de fragmentação florestal e os remanescentes florestais encontram-se isolados. A ligação destes remanescentes por corredores de vegetação natural é uma estratégia de grande alcance para mitigar os efeitos da ação antrópica e garantir a biodiversidade nos mesmos.

Os corredores de fauna fazem parte do planejamento ambiental e são faixas de vegetação que tem por objetivo ligar fragmentos de mata separados por interferência humana, como por exemplo, estradas, agricultura, atividade madeireira. O objetivo do corredor é permitir o livre deslocamento de animais, a dispersão de sementes e o aumento da cobertura vegetal.

Porém, vale lembrar da importância dos estudos técnicos nesse processo de implementação de um corredor de vegetação. “Para a implantação devem ser feitos estudos técnicos sobre a conectividade dos fragmentos florestais, a fauna aí presente, os diferentes tipos de habitats terrestres e aquáticos que formarão o corredor, o contexto socioeconômico e a dinâmica de ocupação do solo”, descreve Maria de Fátima Tonon, bióloga e sócia-diretora da Consultoria Ambiental, Pró Ambiente Campinas

A bióloga ainda saliente que dentro do corredor é importante que existam corpos d’água, locais de alimentação, abrigo e reprodução de animais. Assim, áreas de preservação permanente (APPs) e de reserva legal, as quais podem ser incorporadas ao corredor.

Muita gente acha que os corredores são preponderantes somente em áreas rurais. “Corredores ecológicos urbanos também são extremamente importantes para garantir a permanência da fauna silvestre nessas áreas florestadas onde possam encontrar alimentação e abrigo. Isso garante não só a sobrevivência desses animais, mas também evita conflitos com a população devido à entrada deles em residências e áreas industriais”, destaca a especialista Maria de Fátima Tonon. A proposta de criação de corredores ecológicos urbanos pode ligar parques, monumentos naturais, áreas de APPs ao longo de rios que cortam as cidades e áreas verdes presentes em loteamentos.

Do ponto de vista legal, a Resolução 17 de 2020, da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio ambiente do Estado de São Paulo, que contém as diretrizes para o estabelecimento de Corredores Ecológicos expõe que as obras, atividades e empreendimentos, incluindo os de utilidade pública e de interesse social, novos ou existentes, quando da emissão, renovação e regularização da licença ambiental, devem adotar medidas e programas para mitigação de impactos na conectividade.

 

E aí vem a pergunta: Como fazer um corredor de fauna?

É necessário avaliar como está a vegetação, qual o seu tamanho e quais os fragmentos existentes, avaliar a fauna presente, além de fazer estudos de ordem socioeconômica, compondo um diagnóstico da área, relacionando-a ao bioma e às suas características.

A Pró-ambiente conta com uma equipe de biólogos qualificados e com experiência necessária para lhe orientar nesse e em outros projetos de planejamento ambiental. Entre em contato conosco!