Certificados que apontam redução do consumo de água, energia e aumento de bem-estar são diferenciais para locação.
Em tempos de políticas de ESG (governança ambiental, social e corporativa) em alta, não basta ser sustentável, é preciso parecer sustentável. Certificações que atestam o bom uso de recursos naturais em construções ganham mais importância para fundos imobiliários e para empresas que precisam escolher seu escritório.
Além do benefício para a imagem das empresas, a presença de uma certificação de sustentabilidade é indício de que o prédio pode ser mais rentável para investidores, apontam especialistas.
Segundo Roberto de Souza, presidente do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), a economia proporcionada pode ser refletida em uma locação mais cara por metro quadrado. Um estudo realizado em 2014 por pesquisadores da FGV (Fundação Getulio Vargas) apontou que a presença da certificação era responsável, de forma isolada, por um aumento de 4 a 8% nos valores cobrados pela locação de prédios comerciais corporativos em São Paulo.
Os selos de sustentabilidade chegaram ao Brasil em 2007 e são mais presentes em prédios novos, mas também é possível certificar construções antigas. O que muda é o tipo de selo.
Ter um prédio certificado exige investimento em materiais com menor impacto ambiental, já que esse item também é analisado, e em tecnologia. Sensores ajudam a quantificar o gasto de eletricidade e água e a avaliar a qualidade do ar, por exemplo.
A automação do edifício ajuda a reduzir o uso desses recursos e adapta o prédio a novas situações, como quando a pandemia começou e boa parte dos funcionários ficaram em casa.
Souza ressalta que as certificações ajudam a criar uma cultura de sustentabilidade dentro da cadeia produtiva da construção, que se vê forçada a inovar para atingir os objetivos de economia de recursos naturais.
Além dos certificados de sustentabilidade, há selos específicos sobre o bem-estar e saúde dos ocupantes dos edifícios, que ganharam mais atenção com a pandemia.
[Fonte: www.folhadelondrina.com]